terça-feira, 29 de abril de 2014

Sobre o Pr. David Owuor - O Profeta da Chuva



Tenho visto inúmeras pessoas encantadas com o ministério do Pr. David Owuor. Como pastor, muitos têm me procurado para saber qual a minha opinião a respeito. Segue abaixo, a minha resposta a uma ovelha, que me procurou querendo saber maiores informações.

"Pr. Gil, A Paz do Senhor! Não quis publicar em sua linha do tempo no Face,  porque acho um assunto bem delicado, até mesmo por que nem todos confessam a mesma fé. Pesquisa na internet sobre este homem "profeta queniano David Owuor". Eu mandei esse e-mail para outros pastores do nosso ministério, não sei se fiz mal, mas acho que a liderança deve saber disso até mesmo para nos instruir se esta mensagem e verdadeira e guiar o povo".

Oi ***, Paz do Senhor!
Já tinha lido algo a respeito do Pr. David Owuon
A sua mensagem é atual e ousada no tocante à denúncia do pecado existente dentro e fora das Igrejas. O que ele diz a respeito do Brasil não precisa ser teólogo nem sequer cristão para perceber que nosso país é a terra do turismo sexual e das extravagâncias (bebidas, drogas, baladas, etc.)
Certa vez, li uma reportagem sobre ciclistas iranianos que estavam dando a volta ao mundo em bicicletas. Eles diziam que se você quer estudar, vá para a Europa, se você quer ganhar dinheiro, vá para os Estados Unidos; mas se você quiser se divertir, vá para o Brasil".
Essa é a nossa realidade e qualquer um sabe disso.
Voltando ao pastor em questão, acho muito cedo dizer se ele é de Deus ou não. Profeta sei que ele não é; pois a Bíblia não dá respaldo para isso: "A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele." (Lucas 16:16).
Não há também respaldo bíblico para afirmar que ele é quarto profeta, ao lado de Elias, Daniel e Moisés, ao qual ele afirma ser, se é que é verdade que ele afirme isso.
Em Mateus 7:17, Jesus diz que "Pela arvore sabeis os seus frutos". 
Cito esse versículo porque já vi inúmeros movimentos religiosos começando do mesmo jeito do que o do pastor em questão.
Primeiro um tema em comum com todos os cristãos independentemente de sua linha teológica, nesse caso, o cumprimento das profecias;
Segundo, o apontamento e a divulgação dos erros, escândalos "colocando-os no ventilador";
Terceiro, mostrando que seu movimento é o que é o ideal a ser seguido.
Chamamos isso de regra de três e não serve apenas para temas religiosos. A mídia usa isso constantemente. Um exemplo foi a vacina da gripe: primeiro informaram a existência do vírus, depois divulgaram o máximo que podia sobre a sua periculosidade e, por fim, propuseram a vacina, onde laboratórios faturam milhões.
Por fim, voltando ao meio religioso, vemos:
Ellen White apontando os erros das outras denominações e apontando o Adventismo como o "certo"; Charles T. Russell da mesma maneira e fundando as Testemunhas de Jeová, dentre tantos outros.
Atualmente, vimos o Rubens Sodré, ou como ele é chamado de irmão Rubens, projetando-se em cima dos irmãos falando dos Iluminattis e por fim propondo a seita YEOHUSHUA que levou inúmeros irmãos para fora da Igreja, inclusive muitos queridos.
Enfim, como disse, ainda é muito cedo para dizer se é de Deus ou não; os frutos mostrarão com o tempo. Mas advirto a reter só o que é bom e aguardar os desdobramentos. Temos quer ser "prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas" (Mateus 10:16), pois não sabemos com quem estamos lidando.
Portanto, fiquemos com o Senhor, pois uma coisa é certa. Ele está voltando!

Em Cristo, que nos enviou como ovelhas em meio de lobos, Gil.

domingo, 8 de julho de 2012

Os Jovens na Fornalha Ardente




O rei Nabucodonosor mandou fazer uma estátua que media vinte e sete metros de altura por dois metros e setenta de largura e ordenou que a pusessem na planície de Durá, na província da Babilônia. Depois, ordenou que todos os governadores regionais, os prefeitos, os governadores das províncias, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todas as outras autoridades viessem à cerimônia de inauguração da estátua. Todos eles vieram e ficaram de pé em frente da estátua para a cerimônia de inauguração.
O encarregado de anunciar o começo da cerimônia disse em voz alta: —Povos de todas as nações, raças e línguas! Quando ouvirem o som das trombetas, das flautas, das cítaras, das liras, das harpas e dos outros instrumentos musicais, ajoelhem-se todos e adorem a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor mandou fazer. Quem não se ajoelhar e não adorar a estátua será jogado na mesma hora numa fornalha acesa. Assim, logo que os instrumentos começaram a tocar, todas as pessoas que estavam ali se ajoelharam e adoraram a estátua de ouro. Foi nessa hora que alguns astrólogos aproveitaram a ocasião para acusar os judeus. Eles disseram ao rei Nabucodonosor: —Que o rei viva para sempre!
O senhor deu a seguinte ordem: “Quando ouvirem o som dos instrumentos musicais, todos se ajoelharão e adorarão a estátua de ouro. Quem desobedecer a essa ordem será jogado numa fornalha acesa.” Ora, o senhor pôs como administradores da província da Babilônia alguns judeus. Esses judeus—Sadraque, Mesaque e Abede-Nego—não respeitam o senhor, não prestam culto ao deus do senhor, nem adoram a estátua de ouro que o senhor mandou fazer. Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso e mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles foram levados para o lugar onde o rei estava, e ele lhes disse: —É verdade que vocês não prestam culto ao meu deus, nem adoram a estátua de ouro que eu mandei fazer? Pois bem! Será que agora vocês estão dispostos a se ajoelhar e a adorar a estátua, logo que os instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá salvar?
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim: —Ó rei, nós não vamos nos defender. Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei.E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer. Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso com os três jovens e, vermelho de raiva, mandou que se esquentasse a fornalha sete vezes mais do que de costume. Depois, mandou que os seus soldados mais fortes amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os jogassem na fornalha. Os três jovens, completamente vestidos com os seus mantos, capas, chapéus e todas as outras roupas, foram amarrados e jogados na fornalha. A ordem do rei tinha sido cumprida, e a fornalha estava mais quente do que nunca; por isso, as labaredas mataram os soldados que jogaram os três jovens lá dentro. E, amarrados, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caíram na fornalha.
De repente, Nabucodonosor se levantou e perguntou, muito espantado, aos seus conselheiros: —Não foram três os homens que amarramos e jogamos na fornalha? —Sim, senhor! —responderam eles. —Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na fornalha? —perguntou o rei. —Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo. Nesse momento, o rei chegou perto da porta da fornalha e gritou: —Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam daí e venham cá! Os três saíram da fornalha, e todas as autoridades que estavam ali chegaram perto deles e viram que o fogo não havia feito nenhum mal a eles. As labaredas não tinham chamuscado nem um cabelo da sua cabeça, as suas roupas não estavam queimadas, e eles não estavam com cheiro de fumaça. O rei gritou: —Que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele.
Eles não cumpriram a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar e adorar um deus que não era o deles. Por isso, ordeno que qualquer pessoa, seja qual for a sua raça, nação ou língua, que insultar o nome do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja cortada em pedaços e que a sua casa seja completamente arrasada. Pois não há outro Deus que possa salvar como este. Então o rei Nabucodonosor colocou os três jovens em cargos ainda mais importantes na província da Babilônia.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Cristo levou sobre si as nossas dores




Quero compartilhar um testemunho do que aconteceu há mais de dois anos e que, na época, repassei por email a alguns de meus amigos...


A Paz do Senhor, amigos!

Eita terça-feira devagar!!! Hoje o dia não passa (pelo menos por aqui!)

Bom, para animar nossa tarde, quero contar um testemunho a vocês  e que nem todos são obrigados a acreditar:
Ontem à noite, minha esposa, ligou para os pais dela que residem no Centro-Oeste do Brasil. A mãe dela contou que domingo, dia 02 de agosto, uma senhora levou uma menina de colo (bebê ainda) no culto e no decorrer do culto todos ouviram o grito dela:
- Minha filha morreu! Minha filha morreu!
Todos correram para ver a cena; inclusive um médico e uma enfermeira padrão (que foram nossos padrinhos de casamento) - e que freqüentam a Igreja - observaram a criança toda roxa e após exames superficiais (batimentos cardíacos, respiração, etc.) concluíram que ela estava sem vida.

O meu sogro, que é o pastor da Igreja, conclamou a todos os presentes para orar por aquela criança e, para a Glória de nosso Deus, num determinado momento, aquela criança soltou um grito bem forte e começou a chorar com todo o seu fôlego de vida.
A Igreja não se continha, tamanha era a alegria e a gratidão a Deus por tão grande feito - um verdadeiro milagre!
A última informação que tenho, é que os profissionais da saúde, após o episódio, resolveram levar a criança no hospital, onde está em observação.
Fica aqui registrado esse testemunho maravilhoso, que nosso Deus não mudou, pois como diz a Palavra, "Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente".

Em Cristo, que levou todas as nossas dores,

Gildenor Silva

domingo, 13 de novembro de 2011

Vencendo o Desânimo (A história de Josué e Calebe)


A Bíblia narra em seus cinco primeiros livros, conhecidos como Pentateuco, que após os israelitas se libertarem da escravidão no Egito, liderados por Moisés, os mesmos deveriam tomar posse da Terra Prometida, Canaã, ou Palestina, como conhecemos hoje. Quando Moisés percebeu que o êxodo para Canaã estava chegando ao fim, enviou doze espias para que fossem à frente do povo e analisassem o lugar que Deus havia prometido a seus pais (Abraão, Isaac e Jacó) no intuito de reunir informações sobre a região.
Os doze espias foram ao local e no retorno, narrado em Números capítulo 13 versículo 31 é possível notar o desânimo nas suas palavras: “Não podemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós”. Resumindo seu relato, constante no capítulo 13 de Números, os espias alegavam que os povos existentes na região eram numerosos, exímios na guerra e que eles, peregrinos no deserto, não teriam chance alguma ao guerrear contra a essas nações.
O povo entrou em pânico. De repente, a expectativa pelas boas novas que aguardavam ansiosamente daqueles doze homens se transformaram em angústia, desânimo e desespero.
Particularmente, acho incrível essa atitude dos israelitas: Incrível, porque grande parte deles haviam visto Deus abrir o Mar Vermelho para que os mesmos passassem. Incrível, porque viram o cuidado de Deus durante todos esses anos e em todos os sentidos: de dia como uma nuvem, para dar sombra ao povo e à noite como uma coluna de fogo para aquecer e iluminar a todos. Incrível, porque dia após dia o maná caía do céu e essas pessoas tinham mantimento para continuar a caminhada. Além disso, viram Moisés descer do Monte Sinai com a Lei de Deus e inúmeras outras que provavelmente nem estão narradas na Bíblia.



O relatório dos espias estava correto; porém, cheio de incredulidade. Os espias focalizaram as circunstâncias: o povo guerreiro vs. uma multidão de peregrinos, sem nenhuma tradição de guerra.
Lendo esse texto, pondero: será que cremos nas circunstâncias ou no que Deus nos prometeu fazer?
Quantos têm morrido por não acreditarem nas promessas de Deus! Deus tem prometido uma porta de emprego, a salvação de seu cônjuge, de seu filho, de seus pais, etc. Entretanto, muitas das vezes, olhamos para as circunstâncias e tendamos a pensar como esses espias, pois achamos que nosso Deus está sujeito às nossas conjunturas da vida, quando na verdade temos que ter uma atitude de fé que Ele cumprirá a promessa que fez a todos nós.
Uma certa passagem bíblica diz que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). Faltou fé aos espias, digo, a dez dos doze espias. Havia dois cuja atitude fez a diferença: esses dois eram Josué e Calebe.
Em meio ao desespero e murmurações, os dois proclamaram diante do povo: “A terra, pela qual passamos a espiar é muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, no-la dará; terra que mana leite e mel. (Números capítulo 14 versículos 7 e 8). A terra era realmente muito boa. Diz a narrativa que para carregar um cacho de uva eram necessários dois homens!


A maior batalha não consistia em lutar em meio a espadas, carros e cavalos: a maior batalha estava no interior daquela gente que insistia em não acreditar que Deus poderia levá-los à vitória.
A batalha para crer é a maior batalha que existe, maior que muitas guerras que já existiram. Josué e Calebe fizeram diferente; optaram por crer na vitória e, alguns versículos mais à frente, o próprio Deus dá testemunho de seus servos: “O meu servo Calebe tem outro espírito (...) e sua posteridade a possuirá” (versículo 24). Josué e Calebe viveram em atitude de fé a vida inteira. Leia, por exemplo, a história de Calebe no Livro de Josué, capítulo 14. Não importava as circunstâncias; eles sabiam que Deus lhe daria a vitória.
Todos nós precisamos aprender muitos com esses dois personagens bíblicos. Temos do nosso lado Deus, o Criador do céu terra e mar; o Filho, que deu sua vida por nós e o Espírito Santo, que nos consola e nos edifica ante as investidas do acusador. E muitas das vezes achamos que nossos problemas são maiores do que Deus!
Esposas pessimistas. Maridos desencorajados. Jovens que nunca tiveram sequer uma experiência com esse Deus que tudo pode. Esquecem que Deus pode suprir todas as nossas necessidades; até aquelas mais íntimas que estão escondidas nos porões de nossas almas.
O maior desafio da ciência é vencer uma enfermidade que até hoje não se conseguiu a cura: o câncer. Penso que a maior dificuldade da Igreja nesses últimos dias é vencer o desânimo.
A batalha consiste não em nos entregar ao que vemos ao redor e sim em apegar nas promessas de Deus. O maior desafio é mudar o foco.
Curioso é que o inimigo usa pessoas comuns para nos desanimar. Não foi nenhum demônio, nenhum pagão que desestabilizou o povo: foram as próprias pessoas escolhidas por Moisés. E que fica um conselho: pessoas sem fé acabam por fazer-nos desanimar.


A narrativa do capítulo 14 do Livro de Números começa com o choro dos israelitas. Geralmente, Deus valoriza as lágrimas; entretanto, essas lágrimas eram de incredulidade. O desânimo segue seu fluxo: 1º Lágrimas (Números 14:1); 2º Murmurações (Números 14:3) e 3º Rebelião (Números 14:4). O desânimo tem levado muitos hoje à blasfêmia e à rebelião: culpam a vida, a situação financeira, o ministério, o pastor, mas o que os faltam na realidade é a fé. É por isso que entendemos porque a Bíblia fala tanto de perseverança.
Geralmente nos apegamos em pregações espetaculares e manifestação de dons espirituais; entretanto, nossa vida é de apenas um coadjuvante, um mero expectador do trabalhar de Deus na vida dos outros. Daí pergunto: e nós? Cremos realmente que Deus pode realizar grande coisas através de nossas vidas?
O desânimo, como uma doença espiritual, tem levado muitos hoje à blasfêmia e à rebelião. Pessoas nesse estado oram até com emoção, porém com falta de fé. A fé persistente é algo que devemos pedir mais e mais. Precisamos da garra de Josué e Calebe. A moral dessa história toda é que não adianta o percurso percorrido, o que conta é a chegada.
Aquelas pessoas andaram por 10, 15, 20 ou até 30 anos ou mais, mas num ato de desânimo jogaram tudo a perder. Muitos dons e talentos pouco significam ao longo do percurso para a Canaã espiritual. O que realmente importa é o andar com fé perseverante em Deus 24 horas por dia; pois só assim, no final de nossa jornada, teremos forças para testemunhar o que Calebe disse quarenta e cinco anos após esse episódio, aos oitenta e cinco de vida: “ainda hoje me acho tão forte como no dia que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal agora é a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar. Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia (...) Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como Ele disse”.
Isso é que é fé e confiança no Deus que tudo pode. Que possamos ser como Calebe.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Quando eu for para a Espanha


“Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia”. (Romanos 15:24)
Quem não gosta de fazer planos? É através deles que nossos sonhos se materializam e por meio deles conseguimos concretizar as metas que planejamos sejam em todas as esferas de nossas vidas (financeira, sentimental, profissional, etc.).
Entretanto, vemos no capítulo 15 de Romanos o Apóstolo Paulo, ou simplesmente São Paulo, como muitos o conhecem, fazendo planos para ir evangelizar a Espanha.
Paulo era conhecido como o apóstolo fora de época. Escritores o chamam de apóstolo temporão. Ele teve o seu encontro com Jesus, a caminho de Damasco, quando intentava contra a vida dos cristãos. Após sua conversão, a Igreja se projetou para além dos limites de Israel, cumprindo o “Ide” de Jesus aos gentios. Paulo já havia feito algumas viagens missionárias, onde havia sofrido toda a sorte de prisões, castigos e pelejas pela fé que propagava.



Mas, agora, escrevendo aos cristãos em Roma, ele externa a todos o seu intento de levar a Palavra de Deus à Espanha. Era seu desejo levar a mensagem ao país, mas sabemos que ele não chegou lá; muito pelo contrário, foi lançado à prisão em Roma, onde permaneceu até sua morte.  
Lendo uma passagem dessas, fico imaginando: existe tarefa mais nobre do que levar a Palavra de Deus a toda a criatura? A motivação de Paulo não era correta? Paulo tinha esse desejo e esse desejo era bom; mas Deus tinha outros planos.
Na prisão em Roma e sem nenhuma perspectiva quanto à sua soltura, em vez de se lamentar e posteriormente murmurar, Paulo, sob inspiração do Espírito Santo, resolve escrever algumas epístolas (cartas) para as Igrejas ao qual estabelecera. Na epístola do Filipenses, Paulo falara sob a alegria de viver com Cristo; aos Colossenses, a supremacia de Cristo; aos Efésios, Cristo e Sua Igreja e ao cristão Filemon, sob a o perdão e a misericórdia que deve existir entre os cristãos.
Talvez você já esteve como um rojão rumo a Espanha, ou da Faculdade, ou do casamento, ou da promoção no trabalho, etc. Então ao invés da alegria de vencer o vestibular, veio a decepção da reprovação, ao invés do casamento, o divórcio, ao invés da promoção, o desemprego. De repente os sonhos se transformaram em pesadelo, mesmo sabendo que o seu intento, era glorificar a Deus através de suas conquistas.
O segredo de tudo, por mais difícil que seja, é saber trabalhar essas frustrações. Paulo não chegou à Espanha, Mas através dessas cartas (Filipenses, Colossenses, Efésios e Filemon) ele chegou a alcançar muito mais gente, inclusive eu e você. Não temos uma epístola de Paulo ao Espanhóis, mas temos quatro cartas de Paulo para toda a humanidade ao longo dos séculos.
Sua situação pode não ser a que você planejou, mas lembre-se que Deus tem os seus planos e continua e sempre continuará do seu lado, afinal diz a palavra dEle através do Profeta Isaías: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR”. (Isaías 55:8).

sábado, 24 de setembro de 2011

Adeus, Lo Debar! (¡Adiós Lodebar!)


Uma das passagens que para mim, lembra da plena revelação da graça de Deus dada aos homens ainda no Velho Testamento, certamente é história de Mefibosete, filho de Jônatas, neto de Saul.
Conta a Palavra de Deus, que logo após Davi ter sido ungido por Samuel para reinar sobre Israel, ainda havia algo que o impedia de usufruir as promessas de Deus: o próprio Saul. Entretanto, Davi soube superar todas as suas provações, respeitando o seu chamado, pois por mais distante que Saul estava dos caminhos de Deus, ele ainda era um de seus ungidos. E por coincidências da vida, em meio a perseguições, Davi conheceu Jônatas, filho de Saul e se tornaram grandes amigos.
Entretanto, após a morte de Saul e de seu filho Jônatas (leia a história completa deles, a partir de 1ª Samuel capítulo 9), houve em Israel um relativo período de paz, reestruturação e implementação do reinado de Davi; porém, em suas andanças sobre o Palácio Real, Davi se lembra da promessa feita a Jônatas, filho de Saul e melhor amigo dele, de que “jamais deixaria de ser leal à minha família” (1ª Samuel capítulo 20:1-15).
Para Davi, um acordo, uma promessa, não era coisa pequena: ele viu a fidelidade de Deus sobre tudo o que Ele havia prometido em sua vida – Davi matou Golias, escapou de Saul, acabou com os amalequitas que roubaram as suas famílias no vale de Besor, dentre outras experiências da fidelidade de Deus sobre sua vida.
Davi chega a Ziba, ex-funcionário de Saul, e diz: “Ainda há um descendente de Saul?”, pelo que Ziba responde: “Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés” (2ª Samuel 9:3). “Aleijado de ambos os pés” – em outras palavras, “Você quer um cidadão desses no Palácio Real”?

Conta a história que, com a notícia da morte de Saul e Jônatas, uma criada, no intuito de proteger a descendência de seu patrões, resolveu fugir com Mefibosete para Lo Debar e, na fuga, sofreu uma queda que desencadeou a sua deficiência em ambos os pés.
Lo Debar significa “sem pasto”.
Agora, imaginem a situação de Mefibosete:
- Nasceu como herdeiro ao trono;
- Vitimado por uma queda;
- Paralítico, numa cidade estranha, onde vivia sob constante ameaça de morte.
Davi promete bênçãos a Ziba, por ter encontrado alguém da família de Jônatas, aonde ele poderia externar a sua gratidão e o juramento feito ao seu grande amigo.
Mefibosete, ao chegar no Palácio Real se prostra diante de Davi que diz: “Não temas, porque decerto usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa”. (2ª Samuel 9:7)

Adeus Lo Debar. Olá realeza! Comerás todos os dias de sua vida na mesa do rei.
Davi poderia ter pagado uma pensão para Mefibosete. Entretanto, ele preferiu dar um lugar à sua mesa para o filho de seu grande amigo.
Mefibosete Convenceu / Impressionou / Coagiu Davi? Mefibosete NÃO FEZ NADA.
Uma PROMESSA motivou Davi. O rei é bom, não por causa do moço, mas porque a promessa é eterna.
15 anos após surge a insurreição de Absalão (leia post “Absalão e Davi”). Davi foge do Palácio Real com seus amigos mais fiéis. Quem vai com ele? Mefibosete? (ah! Errou...) ZIBA.
Mefibosete fica. Ziba diz que ele ficou do lado de Absalão
A guerra acaba. Davi volta ao Palácio Real, olha no “olho a olho” para Mefibosete e pergunta: “Porque você não foi comigo?” Pelo que ele responde: “Não havia ninguém ara me colocar no jumento”.
Davi não se importa com quem está mentindo. Não faz nenhuma careação entre Ziba e Mefibosete.
Se Mefibosete mente, ele fica.
Se Mefibosete diz a verdade, ele fica.
Seu lugar no Palácio Real não depende de seu comportamento, mas sim de uma promessa feita há décadas atrás.
Mefibosete e nós
Assim somos nós: não fizemos nada para merecemos tanto (o perdão e o amor de Deus para nossas vidas – amor esse que levou a seu único filho morrer por mim e por você na cruz do Calvário). Nosso Deus é o exemplo maior de fidelidade a seguir.
Esteja com Ele. Espere com paciência nEle. Ainda que estejas num lugar sem perspectivas e, acima de tudo estagnado, lembre-se que Lo Debar jamais será um lugar eterno, pois as promessas de Deus na Bíblia são lembranças vivas de que você jamais estará sozinho.